A melhor religião é ser uma pessoa melhor!

Hoje, na fila do banco, me perguntaram qual minha religião e o que eu ensino para meu filho.

Quando falei sobre minha opção, a pessoa me olhou, entregou um folheto e disse: Você precisa conhecer a verdade.

Eu, muito educada, peguei o folheto, agradeci e conclui dizendo que religião para mim é um assunto pessoal entre sua consciência e entre seu espirito, onde cada ser humano é um altar, onde quer que esteja.

Logo a fila andou e a senha da pessoa foi anunciada no painel. E ali eu fiquei, refletindo sobre o assunto e sobre qual é serventia que tem uma oração se em nossos corações guardamos raiva de quem possui outras crenças?

Eu nunca tive um ensino religioso quando criança.

Aprendi fazer orações sozinha. Me recordo de ler os salmos e provérbios em uma mini bíblia (aquela azul pequena com o novo testamento) que ganhei de uma pessoa na rua.  

Fui batizada em outubro de 1997, aos 10 anos na igreja Luterana.

Já adulta, passei a frequentar a igreja católica por opção, onde fiz alguns dos 7 sacramentos:  eucaristia, crisma, penitência e o matrimonio. Também foi a religião escolhida para batizar meu filho.

Já fui voluntária em um santuário muito conhecido em Campinas, mas deixei de frequentar depois de presenciar algumas atitudes com fiéis as quais eu não concordava.

Eu não me rotulo católica, até porque não sou praticante, que vai em todas as missas, terços e novenas. Escolhi a igreja católica por me oferecer a estrutura para apoiar meus esforços de desenvolvimento espiritual.

Quando sinto vontade, vou até lá e escuto a palavra, mas isso não é uma regra tipo todos os domingo ás 10:00.

Faço minhas orações em todos os lugares. Durante um banho, antes de dormir, na rua, no mercado, no carro durante um trajeto, durante meu trabalho voluntário, enquanto escrevo meus textos e muitas vezes enquanto converso com alguém, estou mentalmente fazendo uma oração por essa pessoa.

Eu acredito que Deus não precisa de lugares sagrados. Seu amor estende as mãos para todos os filhos, em qualquer lugar. Não há ninguém que conheça Ele por completo e que possa afirmar se é católico, evangélico ou espírita. Jesus deixou bem claro que muito mais importante que ter uma religião é fazer o bem.

Não adiantar estar na igreja, ajoelhado diante do altar (seja qual for a religião), se quando acaba o sermão, a “igreja” não está em você.

Não adianta ter uma religião, se você não tem empatia, compaixão, amor ao próximo, se não respeita uma fila, se faz maldade para os outros, se joga lixo no chão, se discute com seu (a) esposo (a) na frente dos seus filhos, se não respeita a faixa de pedestre, se você não dá bom dia para o porteiro do prédio.

Resumindo, muitas vezes as palavras podem convencer, mas são os exemplos que arrastam as pessoas.

Cada um tem a sua forma de se conectar com Deus e se a pessoa age com desrespeito, está ignorando todos os princípios de Deus.

Cresça em amor, humildade, benevolência, altruísmo e consciência e estará sendo um bom ser humano, um grande cidadão ético e de caráter.

A melhor religião é ser uma pessoa melhor!

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